20 de Julho de 2020

Dúvidas para montar seu projeto de pesquisa? Conheça o curso do IBCCRIM sobre metodologia de pesquisa em Ciências Criminais

Você está quebrando a cabeça para desenvolver seu projeto de pesquisa em Ciências Criminais? Está tendo dificuldade para construir a metodologia do seu trabalho? Não tem clareza quanto ao seu objeto de pesquisa? Não importa se você está no TCC ou escrevendo uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado: o IBCCRIM pode te ajudar.

O Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) relançou na modalidade EAD o curso “Metodologia de Pesquisa em Ciências Criminais”, promovido pelo Instituto em 2019. As inscrições estão abertas aqui. Associados e associadas ao IBCCRIM têm 25% de desconto e estudantes de graduação têm valores especiais.

As aulas serão divididas em dois módulos, disponíveis em um único curso: o primeiro trará uma abordagem teórica e metodológica, com reflexões mais gerais sobre epistemologia de pesquisa, construção de projeto e modelos de pesquisa em Ciências Criminais, além de uma introdução aos métodos quantitativos e qualitativos.

Já o segundo módulo é específico sobre técnicas de coleta e análise de dados, com aulas sobre análise de documentos e dados quantitativos, etnografia, elaboração de entrevistas e estudos de caso, além de análise de projeto. “No decorrer da caminhada, cada aluno terá condição de, senão elaborar, pelo menos esboçar o próprio projeto de pesquisa”, afirma Riccardo Cappi, coordenador do curso à frente do Núcleo de Pesquisas do IBCCRIM.

“Este curso e a maneira como foi recebido, permitiu a uma série de pessoas – graduandas, mestrandas, doutorandas e profissionais das Ciências Criminais – aprimorar sua prática no campo da pesquisa”, afirma Cappi na aula inaugural do curso, gravada para o relançamento das aulas. “A pesquisa não é a elaboração de um trabalho específico. Ela constitui um olhar que colocamos sobre o mundo. Um olhar com o qual nos declaramos, em primeiro lugar, incompetentes, ou seja, sem um saber a priori. E é justamente isso que se procura durante a pesquisa”, diz.

O corpo docente do curso é formado por experientes pesquisadoras e pesquisadores, que trabalham com Ciências Criminais a partir de campos diversos, como Ciências Sociais e Direito.

Além de Riccardo Cappi, as aulas do primeiro módulo serão ministradas pelas professoras Camila Prando, Jacqueline Sinhoretto, Luciana Gross, Marcia Lima e Maíra Rocha Machado. O corpo docente do segundo módulo é composto pelos pesquisadores e pesquisadoras Felipe Freitas, Jackeline Romio, Liane de Paula, Giane Silvestre e Poliana Ferreira.

“Eu gostaria de ressaltar a importância política da pesquisa nos tempos em que vivemos. A pesquisa constitui uma oportunidade não só para questionar o sistema penal – que é óbvio que precisa ser estudado e questionado – mas também para questionar também nossas posturas, nossa maneira de trabalhar e de olhar para um fenômeno de poder”, afirma Cappi. “Nessa perspectiva, a pesquisa oferece a oportunidade de observar com maior justeza, com maior atenção e com mais sensibilidade os meandros, os detalhes e as práticas de um sistema de poder no qual muitas pessoas perdem suas vidas. No qual muitas pessoas acabam sendo presas – em todos os sentidos da palavra – e do qual dificilmente conseguem sair”.


Conheça a programação do curso e os dois módulos:

Módulo I: Introdução à Metodologia da Pesquisa em Ciências Criminais 

Introdução à pesquisa: o que significa pesquisar?

Riccardo Cappi

A construção do projeto de pesquisa: principais elementos e desafios 

Jacqueline Sinhoretto

Modelos de pesquisa em ciências criminais e principais referenciais teóricos 

Maíra Machado

Epistemologia da pesquisa em ciências criminais: quem observa o que, e como? 

Camila Prando

Introdução aos métodos qualitativos de pesquisa 

Marcia Lima

Introdução aos métodos quantitativos de pesquisa 

Luciana Gross


Módulo II  - Técnicas de coleta e análise de dados

Análise de documentos 

Felipe Freitas

Apresentação e análise de dados quantitativos

Jackeline Romio

Métodos de cunho etnográfico               

Liane de Paula

Entrevista semiestruturada

Giane Silvestre

Estudo de caso 

Poliana Ferreira

Análise de projetos 

Riccardo Cappi