Ir para o conteúdo
  • O IBCCRIM
  • Seminário Internacional
  • Educação e Eventos
  • Publicações
  • Biblioteca
  • Notícias
  • Contatos
  • O IBCCRIM
  • Seminário Internacional
  • Educação e Eventos
  • Publicações
  • Biblioteca
  • Notícias
  • Contatos
  • O IBCCRIM
  • Seminário Internacional
  • Educação e Eventos
  • Publicações
  • Biblioteca
  • Notícias
  • Contatos
  • O IBCCRIM
  • Seminário Internacional
  • Educação e Eventos
  • Publicações
  • Biblioteca
  • Notícias
  • Contatos
Associe-se
Login
  • O IBCCRIM
  • Seminário Internacional
  • Educação e Eventos
  • Publicações
  • Biblioteca
  • Notícias
  • Contatos
  • O IBCCRIM
  • Seminário Internacional
  • Educação e Eventos
  • Publicações
  • Biblioteca
  • Notícias
  • Contatos
Associe-se
Login

Dia Internacional da Mulher e a atuação do IBCCRIM nas questões de gênero

  • março 8, 2009

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, organizaram-se em greve com os principais objetivos de alcançar condições dignas de trabalho; de reduzir a carga de trabalho de 16 para 10 horas diárias e de extinguir a discriminação salarial que redundava no fato das mulheres receberem até um terço do que percebiam os homens para a realização das mesmas funções.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica ocupada, que foi então incendiada, o que causou a morte de aproximadamente 130 tecelãs.

Seus corpos e suas vidas carbonizadas foram a lembrança que levou, no ano de 1910, em conferência na Dinamarca, ao reconhecimento do dia 8 de março como o “Dia Internacional da Mulher”, tendo sido a data oficializada pela ONU em 1975.

O ano é de 2009 e estudo publicado no dia 04 de março pela Confederação Internacional dos Sindicatos dá conta de que, em todo o mundo, são as trabalhadoras brasileiras as que mais sofrem com a diferenciação salarial em relação aos homens, com 34% de variação. O estudo, baseado em entrevista com 300 mil mulheres de 24 países, afirma que estas ganham em média 22% a menos que os homens.

A realidade atual do cenário de discriminação de gênero mostra que o exemplo homenageado neste 08 de março deve impulsionar o Estado e a sociedade a perseguir a igualdade entre homens e mulheres, ainda longe de ser alcançada.

Muito se conquistou nas últimas décadas no campo da declaração formal dos direitos das mulheres. A Constituição da República de 1988 inaugurou um tratamento jurídico igualitário a homens e mulheres, inclusive no seio da família e demonstrando especial preocupação – no seu artigo 226, §8º – com a violência intra-familiar, que atinge de maneira desproporcional as mulheres. De outra banda, o Brasil incorporou na sua ordem jurídica a Convenção da ONU sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher e a Convenção Interamericana, assinada em Belém do Pará, para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher; importantes tratados internacionais que reconheceram a discriminação e a violência contra a mulher – elementos que se retro-alimentam – enquanto graves formas de violação dos direitos humanos universais e indivisíveis.

Na esteira, vieram alterações no Código Civil e no Código Penal que eliminaram conteúdos discriminatórios destes diplomas nacionais e, mais recentemente, a edição de uma lei específica para o tratamento de um grave problema social antes invisibilizado: a Lei Maria da Penha. Por mais que a lei mereça críticas pontuais, representou um avanço o fato do poder público responsabilizar-se expressamente pela prevenção e repressão da violência doméstica e familiar contra a mulher, antes relegada a soluções no âmbito privado, que tendiam a reproduzir discriminação.

Contudo, tratando-se de questão cultural enraizada na sociedade, o Estado, e muito menos o direito penal, não alcançam, sozinhos, a sua erradicação. Fundamental se faz o esforço da comunidade e principalmente da sociedade civil organizada neste trabalho contínuo de busca da igualdade e da não violência.

É consciente deste cenário que o IBCCrim assume o seu papel desenvolvendo atividades de educação em direitos com mulheres e levantando a bandeira da não discriminação.

O curso de educação em direitos “Maria, Maria”, realizado pela União de Mulheres Brasileiras em parceria com o Instituto é uma inovação, neste sentido, para 2009. O Instituto capacitará em seu auditório, todas as sextas-feiras, das 9h às 13h, um grupo de mulheres multiplicadoras que receberão aulas sobre os direitos das mulheres, o funcionamento das instituições públicas e, em especial, sobre a Lei Maria da Penha. Haverá, ainda, visitas/estágios em Delegacia de Polícia, Hospital da Mulher, Defensoria Pública, Fórum Criminal, Casa Eliana de Grammont, Museu da Palavra e Comissão de Direitos Humanos.

Por outro lado, no XV Seminário Internacional do IBCCRIM, está agendada, para o dia 25 de agosto, audiência pública com Maria da Penha, mulher que – pelo seu exemplo pessoal de violência, luta e superação – deu nome à lei que trata da violência doméstica e familiar contra a mulher.

Acreditamos que através destas sementes estaremos no caminho de construir uma sociedade mais igualitária, solidária e cidadã, consciente de seus direitos.

Assim, homenageamos todas as mulheres nesta data de celebração das conquistas que já vieram e de reunião e reforço do empenho coletivo para que alcancemos o muito que ainda falta ser feito.

Seja associado(a)
Benefícios do associado:
  • Desconto em cursos/eventos
  • Biblioteca física e digital
  • Boletins e monografias
  • Desconto na revista RBCCRIM
  • Laboratório e Grupos de Estudos
Associe-se
Mais notícias

Boletim IBCCRIM publica dossiê sobre Marco Legal do Combate ao Crime Organizado

agosto 2026

20 anos da Lei Maria da Penha: artigos selecionados

agosto 2026

IBCCRIM realiza visita institucional ao Ministério da Justiça

julho 2026

Boletim IBCCRIM publica dossiê sobre Marco Legal do Combate ao Crime Organizado

agosto 2026

A nova edição do Boletim IBCCRIM, periódico científico Qualis A2 e de acesso aberto, traz a primeira parte do dossiê “Um olhar crítico sobre

20 anos da Lei Maria da Penha: artigos selecionados

agosto 2026

Neste 7 de agosto de 2026, a Lei 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha, completa 20 anos de existência.

IBCCRIM realiza visita institucional ao Ministério da Justiça

julho 2026

Encontro em Brasília contribuiu para ampliar o diálogo entre as instituições Representantes do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) realizaram,

Associe-se ao IBCCRIM

Ao se associar ao IBCCRIM, você apoia a difusão das Ciências Criminais, fortalece a defesa dos direitos humanos e tem acesso a uma ampla rede de conteúdo técnico, eventos, publicações e oportunidades acadêmicas. Associe-se e participe ativamente da transformação do sistema de justiça criminal no Brasil.

Faça parte e seja Associado(a)

Navegue

  • O IBCCRIM
  • Seminário Internacional
  • Educação e Eventos
  • Publicações
  • Biblioteca
  • Notícias
  • Contatos
  • O IBCCRIM
  • Seminário Internacional
  • Educação e Eventos
  • Publicações
  • Biblioteca
  • Notícias
  • Contatos

Canais de atendimento

  • Telefone para contato: (11) 3111-1040
  • E-mail: atendimento@ibccrim.org.br
  • WhatsApp: +55 11 94327-8374

Redes

Linkedin Instagram Facebook Youtube

Nosso Endereço

  • Rua Onze de Agosto, 52 - 2° andar
Centro - São Paulo - SP - 01018-010

Inscreva-se em nossa Newsletter

@2025 IBCCRIM – Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – Todos os direitos reservados