Todos nós já conhecemos o trabalho que vem desenvolvendo a Comissão Latino Americana Drogas e Democracia, capitaneada pelos Ex-Presidentes Fernando Henrique Cardoso, Ernesto Zedillo, do México e César Gaviria, da Colômbia, além de inúmeros dignitários, intelectuais, artistas e empresários da América Latina. O posicionamento desse grupo, em favor da mudança na política mundial de drogas revigorou essa tendência, uma vez que ela passou a ser defendida por destacados integrantes do próprio establishment, muitos deles responsáveis pela própria implementação do estágio atual do proibicionismo.
A novidade é que a própria Comissão se ampliou, modificou-se e passou a ser denominada por Comissão Global de Políticas de Drogas, uma vez que ganhou apoio de autoridades de todos os continentes, notadamente Europa e estados Unidos, dentre eles: George Papandreou, Primeiro Ministro da Grécia, George P. Shultz, ex- Secretário de Estado dos Estados Unidos de América (presidente honorario), Javier Solana, ex-Alto Representante da União Europeia para Política Exterior e Seguridade Comum, Kofi Annan, ex- Secretário Geral das Nações Unidas, Louise Arbour, ex-Alta Comissionada das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Paul Volcker, ex-Presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ruth Dreifuss, ex-Presidente da Suissa, Thorvald Stoltenberg, ex- Ministro de Assuntos Exteriores e Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados.
Na última sexta-feira, a Comissão Global de Políticas de Drogas apresentou seu relatório sobre a questão, onde deixa claro que a “guerra contra as drogas” fracassou e recomenda profundas reformas na Política Mundial de Drogas.
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Maurides de Melo Ribeiro
Presidente da Comissão de Política Nacional de Drogas do IBCCRIM